Seleção Sul-Africana de Futebol
O futebol existe no país desde o século XIX, mas, por conta da discriminação racial ofical que vigorava no país (o
apartheid) até o início da última
década de 1990, não havia uma única Seleção, assim como também não havia uma Federação: brancos e negros possuíam seus próprios times, seleções e associações. A Federação Branca fora fundada em 1892; a
Hindu, em 1903; a
Bantu, em 1933, e, três anos depois, a
Parda.
A Branca foi a única que chegou a ser oficializada pela
FIFA, em 1958, mesmo ano em que o país foi expulso da
CAF. Dois anos depois, entretanto, a entidade máxima estabeleceu prazo de um ano para que a discriminação na seleção terminasse, o que não ocorreu. Em 1961, portanto, a Federação Branca foi suspensa. Ainda naquele ano, o presidente recém-eleito do órgão,
Stanley Rous, influenciou para que a suspensão terminasse (o que acabou ocorrendo em 1963), afirmando que a FIFA não deveria envolver-se com questões políticas de cada país, e que o futebol poderia regredir na
África do Sul. Entretanto, em 1964 a suspensão foi reimposta em congresso anual da FIFA, que expulsou formalmente a Federação Branca em 1976, após o
massacre de Soweto.
O
apartheid foi extinto em 1991, e uma Seleção e Federação multiculturais e únicas foram criadas e logo reconhecidas. A primeira partida da nova Seleção foi válida já pelas eliminatórias para a
Copa de 1994, em julho de 1992, vencendo
Camarões por 1 x 0. A classificação acabou não vindo, mas em 1996 o país, disputando pela primeira vez a
Copa das Nações Africanas, venceu, como sede, o torneio continental, tornando-se uma potência africana. Dois anos depois, já figurava na
Copa de 1998 e nova classificação viria para o Mundial de
2002, onde obtiveram sua primeira vitória, um 1 x 0 sobre a
Eslovênia. Entretanto, os sul-africanos foram novamente eliminados na primeira fase, por terem a diferença mínima em relação ao saldo de gols do
Paraguai.
Os pardos costumam ter maior destaque no país; são identificados pelos sobrenomes ocidentais, como
Benni McCarthy (estrela do futebol sul-africano na atualidade),
Quinton Fortune,
Steven Pienaar,
Shaun Bartlett,
Delron Buckley e
Elrio van Heerden. Os negros, que reúnem representantes de várias etnias negras do país, como os
bantus, os
xhosas e os
zulus, podem ser identificados por sobrenomes "africanos", como
Lucas Radebe (ex-capitão e ex-jogador do
Leeds United),
Doctor Khumalo,
Jacob Lekgetho (falecido em 2008),
Aaron Mokoena (recordista de jogos com a camisa da África do Sul),
Siyabonga Nomvethe (com passagem pela
Udinese),
MacBeth Sibaya,
Sibusiso Zuma e
Cyril Nzama.
Mesmo entre os brancos (que, no país, geralmente preferem o
rúgbi), há etnias diferentes: há os descendentes dos colonizadores britânicos, como
Mark Fish,
Eric Tinkler e
Bradley Carnell, e os dos colonizadores
neerlandeses (os
bôeres), como
Hans Vonk (com passagens por
Ajax e
Heerenveen) e
Bruce Grobbelaar (que jogou pelo
Zimbábue).
George Koumantarakis, um imigrante
grego, jogou o mundial de 2002, onde também figurou um descendente de
libaneses,
Pierre Issa, presente também na edição de 1998, onde marcou o primeiro gol do país em Copas - para a sua infelicidade, foi contra.
A Seleção Sul-Africana, que não foi para a
Copa de 2006, voltou às Copas como sede do
mundial de 2010. No ano anterior, sediou e participou também da
Copa das Confederações de 2009 quando terminou em quarto lugar. No Mundial jogado em casa, os sul-africanos decepcionaram: na 1ª fase empataram com o
México, perderam para o
Uruguai e venceram a
França na última rodada, mas esses resultados não foram suficientes para que a seleção passasse às oitavas-de-final. Foi a primeira vez na história que o anfitrião de uma
Copa do Mundo caiu ainda na primeira fase da competição.
fonte : http://pt.wikipedia.org/wiki/Sele%C3%A7%C3%A3o_Sul-Africana_de_Futebol